Eleito sem maioria

Desde ontem várias pessoas insatisfeitas com os resultados eleitorais em suas cidades reclamam de os candidatos eleitos não terem recebido a maioria dos votos. Citam o número de pessoas que votaram nulo, branco ou sequer foram votar e dão a entender que não foi uma maioria que elegeu o candidato vencedor, o que seria um problema.

Leandra Leal: Crivella não foi eleito por uma maioria
Leandra Leal: Crivella não foi eleito por uma maioria

Eu até concordo com Leandra Leal sobre quem deveria ter ganhado no Rio. Meu voto seria em Freixo com certeza. Mas quanto à eleição não ter sido por escolha de maioria… será que isso é mesmo um problema? E, se for, qual a solução?

É interessante notar que essas mesmas pessoas em geral não se preocupam com esse detalhe quando os candidatos que preferem ganham. Muito antes pelo contrário: chamam constantemente atenção para o fato de terem sido eleitos pelo povo!

Vejamos o caso de Dilma, que os contrários ao impeachment repetiam à exaustão ser depositária de 54 milhões de votos: o número total de votos dados naquela eleição foi, segundo o TSE, 112,6 milhões. Desses, Dilma recebeu 54,5 milhões. Subtraindo estes dos 112,6 temos 58 milhões de pessoas que votaram no segundo turno mas não escolheram Dilma! A maioria.

Mas calma que ainda tem mais: segundo o TSE, o número de pessoas que não foi votar alcançou a cifra de 30,1 milhões. Em outras palavras: enquanto Dilma teve 54 milhões de votos, o número de pessoas que não votou Dilma alcançou mais de 80 milhões. Dilma foi eleita com meros 38% dos votos. 62% dos brasileiros aptos a votar, quase dois terços do eleitorado, não a escolheram.

Se isso for um problema, foi também um problema na eleição de Dilma. Reclamar quando o candidato preferido perde ao mesmo tempo em que sublinha Dilma ter sido eleita como se fosse um ato quase sagrado não dá.

Pedaladas para dummies

Fiquei pensando num jeito simples de pensar o que são as pedaladas e cheguei nessa historinha. Imagine a seguinte situação:

Um casal tem um filho e quer ensinar a ele como gastar dinheiro de forma responsável. Estabelecem uma mesada e fazem com ele um acordo: se não gastar de uma vez e chegar ao final do mês com algum dinheiro sobrando, a criança ganha uma caixa de chocolates.

O menino não faz muito esforço para atender o acordo. Pelo contrário, vai com amiguinhos a lanchonetes, compra doces e tudo. Mas com um detalhe: sabendo que um dos seus amigos sempre tem bastante dinheiro e é íntimo o suficiente para não negar ajuda, alega ter esquecido o dinheiro e pede que o amiguinho pague, prometendo pagar depois.

Apesar do padrão de gastos indicar que não vai sobrar nenhum dinheiro, os pais continuam satisfeitos porque o menino sempre mostra o dinheiro que ainda tem e, do ponto de vista dos pais, tudo indica que ele está mesmo gastando aos poucos.

Ao final do mês, na última conferência, o menino ainda tem dinheiro em mãos e ganha a caixa de chocolates. Prêmio conquistado, o menino paga o amiguinho que ficou devendo.

Os personagens da historinha, na realidade: o menino é o governo, o amiguinho são os bancos públicos, os pais são o povo brasileiro e o Congresso Nacional.

Em 2013, técnicos do Tesouro Nacional alertaram através de relatórios que a situação fiscal brasileira era grave e que iríamos perder o grau de investimento em até 2 anos. Dilma decidiu ignorar esses alertas e, para não assustar o público, decidiu adotar o artifício que ganhou o nome depedaladas. Ou seja, deixar de repor os gastos dos bancos públicos com os programas sociais.

O objetivo do uso desse artifício não era “garantir programas sociais”, como o governo quer que acreditemos, nem faria sentido. O governo apresentava superávits, certo? Então tinha dinheiro, não repôs por quê? Essa é a pergunta de 1 milhão de pedaladas: por que motivo o governo decidiu deixar de depositar o dinheiro nos bancos públicos?

Muitas desculpas são inventadas, mas o objetivo me parece bastante óbvio: assim como o menino da historinha, o governo tinha muito a ganhar escondendo a situação real das contas nacionais. Enganava o Congresso, enganava as agências de rating e, mais importante de todos: enganava os eleitores.

Para ganhar as eleições, era crucial negar à oposição o discurso de que a economia ia mal. A campanha foi fortemente baseada em chamar de pessimistas quem apontava erros na política econômica e alertava para o crescente desajuste fiscal. O personagem “Pessimildo” dava o tom: se fala que o Brasil está à beira do colapso fiscal é porque é da turma do quanto pior melhor.

Peadalas
Saldo do governo na conta do governo na CAIXA ao longo do tempo

E para a oposição ficava de fato muito difícil defender que havia um problema quando o resultado fiscal do governo vinha positivo mês após mês. Depois das eleições, como fica fácil ver no gráfico, o governo tirou o pano de parte da fraude fiscal e mostrou a situação real: um déficit primário, algo inédito em 10 anos, de 32 bilhões de reais.

Foi o equivalente de os pais do menino da nossa história ficarem sabendo que, ao contrário do que pensavam, não só o filho gastava todo o dinheiro, como já estava devendo bastante ao amiguinho. Dilma insiste que tudo aconteceu já no final do ano de 2014. Acredita quem quer.

Outra coisa que gostam muito de dizer é que isso é algo que “todos fizeram”. O gráfico já torna óbvio que o que houve foi bem diferente do que vinha acontecendo. O mais importante nem é a amplitudo vertical dos déficits, mas a demora em fechá-los. Você vai perceber que eles são fechados depois de datas importantes, no caso de 2014 as eleições. Por que deixar os bancos tanto tempo sem reposição se havia dinheiro para cobrir?

Pra mim pelo menos está claro que Dilma usou dinheiro dos amiguinhos pra garantir sua caixa de chocolates. Foi por pouco, com base numa campanha vil, vergonhosa, com base numa fraude, mas ganhou. A ver se vai conseguir convencer de que deve mantê-la.

“Votei pelo pobre”

Muita gente que votou pela reeleição da presidente Dilma, ao ser confrontada com os grandes problemas do primeiro mandato, argumentava: “voto pelo que é melhor para o pobre e Dilma priorizou os mais pobres”. Lembro até de uma pessoa dizer que preferia a estratégia de Dilma de crescer menos mas com mais apoio aos mais pobres – como se o crescimento baixo fosse parte da estratégia. A mim parece claro que quem falava isso não tinha prestado atenção no primeiro mandato de Dilma.

Não precisava ir muito longe. Enquanto a inflação crescia, programas como Bolsa Família ficaram anos sem reajuste. Devia ser óbvio para qualquer pessoa que se interessasse um mínimo por se informar que os mais vulneráveis estavam sofrendo uma corrosão brutal da sua renda.

Isso era tão claro pra mim que eu nunca parei pra olhar os dados, mas acabei ficando com uma coceirinha de curiosidade pra ver afinal qual era o tamanho do problema, então sentei e fiz uma planilha e um gráfico:

Gráfico Bolsa Família vs Inflação mostrando que a falta de ajuste descolou o benefício da inflação
O benefício manteve poder de compra no governo Lula, perdeu no governo Dilma

Fica claro olhando o gráfico que houve um descolamento entre o valor do benefício e a inflação depois do ano de 2011. Hoje o benefício básico está em 77 reais e deveria estar próximo de 94 reais para que mantivesse o mesmo poder de compra do governo Lula. 18% menor do que devia.

Dá pra ver também que no início de 2014, ano eleitoral, o governo se lembrou de que nenhum reajuste tinha sido dado desde 2011 e que ficaria menos fácil  enganar os militantes e deu um aumento. Digo menos fácil porque difícil não seria. Quem votou pelos pobres votando em Dilma ou decidiu ignorar a realidade ou é dogmático, acredita que independentemente do que fizer o PT sempre será a melhor opção, defende de forma praticamente incondicional. É o militante capaz de defender que Dilma seria a melhor opção para questões indígenas mesmo sendo a presidente que menos demarcou terras indígenas depois da democratização.

E qual o resultado dessa redução da prioridade do Bolsa Família? O governo fez o que pôde para segurar dados ruins que deveriam ter sido publicados antes das eleições, como por exemplo os dados do IPEA sobre a miséria. Dilma havia prometido erradicar a miséria, chegou a adotar como slogan do governo “País rico é país sem pobreza”.

Mas, de novo, bastava usar um pouquinho a cabeça! Se a inflação está alta e o principal programa que serviu para tirar as pessoas da miséria foi corroído por ela, é óbvio que a miséria aumentaria. A única forma de a miséria não ter aumentado seria falsear os dados, usar uma faixa de miséria que fosse completamente incompatível com 4 anos de inflação (e sempre acima da meta!).

Alguém poderia tentar dizer que foi porque havia restrições orçamentárias. Seria até engraçado, visto que o governo torrou dinheiro como se não houvesse amanhã justamente no mesmo período, desembocando num gasto imenso em 2014.

Mas eu acho ainda mais interessante colocar esse argumento frente aos seguintes fatos: no mesmo período, o governo deu desonerações de folha de pagamento que só no ano de 2014 consumiram 1 ano de Bolsa Família e não produziram efeito no emprego, segundo o próprio Ministro da Fazenda. Houve outras desoneração não ligadas à folha de pagamento, que somadas a essa atingiram mais de R$100 bilhões: 4 vezes o Bolsa Família.

Isso sem contar o gasto enorme do BNDES, através de empréstimo subsidiado (ou seja, pago em parte pelo povo brasileiro) para empresários. Tudo isso, segundo a justificativa oficial, para aumentar a taxa de investimento. Dilma prometeu elevá-la a 24% do PIB, conseguiu foi fazê-la cair para 19%.

Já agora, no segundo mandato, mesmo reconhecendo que as contas do país estão desajustadas e que um ajuste fiscal é necessário, Dilma decidiu aumentar os empréstimos feitos pelo BNDES em 2 vezes o valor anual do Bolsa Família: 50 bilhões, através de mais um aporte do tesouro.

Bolsa Família? Dilma se empenhou foi em ampliar a Bolsa Empresário. Parabéns pra você que votou em Dilma pelo pobre. Vamos prestar mais atenção da próxima vez?

Yay, the left won! Or did it?

I have been asked by a bunch of friends from outside of Brazil for my opinion regarding the recent elections we had in Brazil, and it is a bit complicated to explain it without some background, so I decided to write this piece providing a bit of history so that people can understand my opinion.

The elections this year were a rematch of our traditional polarization between the workers party (PT) and the social democracy party (PSDB), which has been going on since 1994. PT and PSDB used to be allies. In the 80s, when the dictatorship dropped the law that forbade more than 2 parties, the opposition party, MDB, began breaking up in several smaller ones.

PSDB was founded by politicians and intelectuals who were inspired by Europe’s social democracy and political systems. Parliamentarism, for instance, is one of the historical causes of the party. The workers party had a more grassroots origin, with union leaders, marxist intelectuals and marxist-inspired catholic priests being the main founders. They drew their inspiration from the USSR and Cuba, and were very close to social movements.

Lula and FHC campaigning together in 1981, by Clóvis Cranchi Sobrinho
Lula (PT) and FHC (PSDB) campaigning together in 1981, by Clóvis Cranchi Sobrinho

Some people have celebrated the reelection of Dilma Roussef as a victory of the left against the right. In my opinion that view is wrong for several reasons. First, because I disagree that PSDB and Aécio Neves in particular are right-wing, both in terms of economics and social/moral issues. Second, because I believe Dilma’s first government has taken a quite severe turn to the right in several topics that matter a lot to me. Since comparisons with PSDB’s government during the 90s has been one of the main strategies of the campaign this year, I’ll argue why I think it was actually a pretty good government with a lot of left in it.

Unlike what happens in most other places, Brazil does not really have an actual right-wing party, economics-wise. Although we might see the birth of a couple in the near future, no current party is really against public health, education and social security being provided by the state as rights, or wants to decrease state size and lower taxes significantly. It should come as no surprise that even though it has undergone a lot of liberal reforms over the last 20 years, Brazil is still a very closed country, with very high import tariffs and a huge presence of the state in the economy. There is a certain consensus about all of that, with disagreements being essentially on implementation details, not goals.

On the other hand, and contrary to popular belief, when it comes to social and moral issues we are a very conservative people. Ironically, the two parties which have been in power over the last 20 years are quite progressive, being historically proponents of diversity, minorities rights, reproductive rights. They have had to compromise on those causes to become viable alternatives, given the conservative nature of the majority of the voters.

Despite their different origins and beliefs, both parties share socialist inclinations and were allies from the onset. That changed in 1992, when president Collor, who had been elected on a runoff against Lula (who PSDB supported), was impeached by Congress for corruption. With no formal political support and a chaotic situation in his hands, Itamar Franco, the vice president, called for a “national union” government to go through the last two years of his term. PSDB answered the call, but the workers party decided against being part of the government.

Fernando Henrique Cardoso, a sociologist who was one of the leaders of PSDB was chosen to lead the Foreign Relations Ministry, but a few months later got nominated to the Economy. At the time, Brazil lived under hyperinflation of close to 1000% a year, and several stabilization plans had been attempted. Economy Ministers did not last very much in office at the time. FHC gathered a team of economists and sponsored their stabilization plan, which turned out to be highly successful: the Plano Real (“Real Plan”). In addition to introducing a new currency, something that was becoming pretty common to Brazilians by then, it also attacked the structural causes of inflation.

Lula was counting on the failure of the Plano Real when he ran against FHC in 1994, but the plan succeeded, giving FHC two terms as president. During those two terms, FHC introduced several institutional changes that made Brazil a saner country. In addition to the hyperinflation, Brazil had lived a debt crises for decades and was still in default. FHC’s team renegotiated the debts, reopened lines of credit, but most importantly, introduced reforms that made the Brazilian finances and financial system credible.

The problem was not even that Brazil had a fiscal déficit, it just did not have any control whatsoever of money supply and budget. Banks, regardless of whether they were private or public, had very little regulation and took advantage of the hyperinflation to hide monstrous holes in their balances. When inflation was gone and regulation became more strict, those became apparent, and it was pretty clear that the system would collapse if nothing was done.

Some people like to say that FHC was a president who ruled for the rich and didn’t care about the poor. I think the way the potential collapse of the banking system was handled is a great counter-example of that. The government passed laws that made the owners of the banks responsible for the financial problems, regardless of whether caused by mismanagement or fraud. If a bank went under, the central bank intervened and added enough money to protect the deposits, but that money was a loan that had to be repaid by the owners of the bank, and the owners’ properties were added as collateral to the loan. As a brazilian journalist once said, the people did not risk losing their deposits, the bankers did risk losing the banks, though. Today, we have a separate fund, filled with money from the banks, that does what the central bank did back then when required.

Compare that to countries where the banking system was saved with tax payer money and executives kept getting huge bonuses regardless, while owners kept their profits. It is hard to find an initiative that is more focused on the public interest against the interest of the rich people who caused the problem. This legislation, called PROER, is still in place today, and it came along with solid regulation of the banking system. It should come as no surprise that Brazil went through the financial crisis of 2008 with not a single hiccup of the banking system and no fear of bank runs. Despite having been against PROER back in the day, Lula celebrated its existence in 2008, when it was clear it was one of the reasons we would not suffer much. He even advertised it as something that should be adopted by the US and Europe.

It is also pretty common to hear that under FHC social questions were not a priority. I believe it is pretty simple to see that that was not the case both by inspecting the growth of social spending and the improvement of social indicators for the period, such as UN’s human development index. One area in which people are particularly critical of the FHC government is the investment on higher education, and they are actually quite right. Brazil has free Federal universities and those did not get a lot of priority in the 90s. However, I would argue that while it is a matter of priorities, it is not one of education versus something else, but rather of what to invest on inside education. The reality is basic education was the priority.

When FHC came to power, Brazil had a significant number of children who were not going to school at all. The goal was to make access to schools universal for young children, and that goal was reached. Every child has been going to school since the early 2000s, and that is a significant achievement which reaches the poorest. While the federal universities are attended essentially by the Brazilian elite, given the difficulty of passing the exams and the relative lack of quality of free public schools compared to private ones, which is still a reality to this day, investment on getting children to even go to school for the early years has a significant impact on the lives of the poorest.

It is important to remember that getting every child to go to school is also what gave birth to one of the most celebrated programs from the Lula era: Bolsa Família (“Family Allowance”) is a direct money transfer to poor families, particularly those who have children and has been an important contribution to lowering inequality and getting people out of extreme poverty. To get the money, the families need to ensure their children are 1)  attending school and 2) getting vaccinated.

That program comes from the FHC government, in which it was created with the name Bolsa Escola (“School Allowance”), in its turn inspired by a program of the same name by governor Cristovam Buarque, from PT. What Lula did, and he deserves a lot of credit for this, was to merge a series of smaller programs with Bolsa Escola, and then expand the program to ensure it got to more and more people. Interestingly, during the announcement of the program he credited the idea of doing that to a state governor from PSDB. You can see why I think these two should be allies again.

When faced with all these arguments, people will eventually say that FHC was bad because he privatized companies and used orthodox economic policies. Well, if that is what it takes, then we’ll have to take Lula down with him, because his first term was essentially a continuation of FHC’s second term: orthodox economic policies to keep inflation down, along with privatization of several state-owned companies and banks. But Lula, whom I voted for and whose government I believe was a good one, is not my subject: Dilma is.

On Lula’s second term, Dilma gained a lot of power when other major leaders of PT went down for corruption. She became second in command and started leading several programs. A big believer in developmentalism, she started pushing for a bigger role of the state in the coordination of the productive sector, with a clear focus on growing the industrial base.

One of the initiatives she sponsored was a sizable increase on the number and size of subsidized loans given out by the national development bank (BNDES). Brazil started an unnofficial “national champions” program, where the government elected a few big companies to get a huge amount of subsidized credit.

The goal was for these selected firms to get big enough to be competitive on the global market. The criteria for the choices is completely opaque, if it even exists, and includes handing out milions in subsidized credit for Eike Batista, who became Brazil’s richest enterpreneur for a while, and lost pretty much everything when it became clear the oil would not be pumping out of his camps after all, sinking with them a huge amount of public funds invested by BNDES.

The way this policy was enacted, it is unclear how much it really costs in terms of public funds: the Brazilian treasury emits debt to capitalize, lends that money to BNDES with higher than market interest, and BNDES then lends it out to the big companies with a lower than market interest rate. Although it is obviously unsustainable, the problem does not yet show in the balance because the grace period for BNDES debt with the treasury is 2040. The fact that this has a cost and, perhaps more importantly, a huge opportunity cost is not clear because it is not part of the government budget. Why are we putting money in this rather than quadrupling Bolsa Família, which studies show generates 1,78 reais in GDP for every 1 real invested? Worse, why are we not even updating Bolsa Família enough to cover inflation?

When Dilma got elected in 2010, the first signs were pretty bad. She was already seen as someone who did not care much for the environment, and on her first month in power she made good on that promise by pushing to get the Belo Monte Dam building started as soon as possible regardless of conditionalities being satisfied. To this day there are several issues with how the building of the dam is going: the handling of the indigenous people and the small city nearby are lacking, conditionalities are not met.

Beyond Belo Monte, indigenous leaders are being assassinated, deforestation in the Amazon forest has increased by 122% in 2014 alone. Dilma’s answer to people who question her on these kinds of issues is essentially: “would you rather not have electric power?”

Her populist authoritarian nature and obsession with industry are also pretty evident when it comes to her policies in the energy area as a whole. She showed up in national tv on the eve of our independence day celebration to announce a reduction in electric tariffs, mainly for industry, but also for homes. Nobody really knew how. The following week she sent a fast-track project to Congress to automatically renew concessions of power grid operators, requiring those who accepted it to lower tariffs, instead of doing an auction, which was already necessary anyway because the concessions were up on 2015. There was no discussion with stakeholders, there was just a populist announcement and a great deal of rhethoric to paint anyone who opposed as being against the people.

And now, everything went into the crapper because that represented a breach of contract that required indemnification, and we had a pretty bad drought that made power more expensive given the need to turn on the thermal generators. Combining the costs of the thermal generation, indemnity, and financial fallout that the grid operators suffered, we are already at 105 billion reais and counting, nobody knows how high the cost will reach. Any reduction in tariffs has long been invalidated. And the fact that industry has lowered production significantly ends up being good news, we would probably be under rationing already if that was not the case.

You would expect someone who fought a dictatorship to be pretty good in terms of human and civil rights. What we see in reality is a lack of respect for those things. During the world cup, Dilma has put the army on the streets and has supported arbitrary behaviour from state polices  throughout the country. They jailed a bunch of demonstrators preemptively. No shit. The would be demonstrators were kept in jail throghout the tournament under false accusations. Dilma’s Minister of Justice said several times that the case against them was solid and that the arrests were legal, but it turned out the case simply did not exist. Just this week we had a number of executions orchestrated by policemen in the state of Pará and there is zero reaction from the federal government.

In the oil industry, Dilma has enacted a policy of subsidizing gas prices by using a fixed price that used to be lower than the international prices (it is no longer the case with the fall in international prices). That would not be a problem if Brazil was selfsufficient in oild and gas, which we are not: we had to import a significant amount of both. The implicit subsidy cost Petrobrás a huge amount of cash – the more gas it sold, the bigger the losses. This lead not only to decreasing the company’s market value (it is a state-controlled, but open company), but to reducing its capacity of investment as well.

That is more problematic than it sounds because, with our current concession model, every single oil camp needs to have Petrobrás as a member of the consortium. Limiting the company’s investment capacity limits the rate at which our pre-salt oil camps can be explored and thus the speed at which we can become selfsufficient. Chicken and egg anyone?

To make things worse, Dilma has made policies that lowered taxes on car production, used to foster economic activity during the crisis in 2008-2010, essentially permanent. This lead to a significant increase in traffic and polution on Brazilian cities, while at the same time increasing the pressure on Petrobrás, which had to import more and more gas. Meanwhile, Brazilian cities suffer from a severe lack of mobility infrastructure. A recent study has shown that Brazil has spend almost twice as much subsidized money on pro-car policies than on pro-mass transit projects. Talk about good usage of public funds.

One of the only remaining good news the government was still able to mention was the constant reduction in extreme poverty. Dilma was actually ellected promising to erradicate extreme poverty and changed the government’s slogan to “A rich country is a country with no poverty” (País rico é país sem pobreza). Well, it turns out all of these policies caused inequality and extreme poverty both to stop falling as of 2013. And given the policies were actually deepened in 2014, I believe it is very likely we’ll see an increase in both when we get the data for 2014, next year.

Other than that, her policies ended up being a complete failure. Despite giving tax benefits to several sectors, investment has fallen, growth has fallen and inflation is quite high at 6,6% for the last 12 months. In terms of minorities, her government has been a severe set back, with the government going back on educational material against homophoby saying it would not do “advertisement of sexual choice”, and going back on a decree that allowed the public health system to perform abortions on the cases allowed by the law (essentially if the woman has been raped).

Looking at Dilma’s policies, I really can’t see that much of the left, honestly. So why, you might ask, has this victory been deemed a victory of the left over the right? My explanation is the aura the workers party still manages to keep over itself. There’s a notion that whatever PT does, it will still be more to the left than PSDB, which I think is just crazy.

There is also a fair amount of idealizing Dilma just because she is Lula’s protegé. People will forgive anything, provided it is the workers party doing it. Thankfully, the number of people aligned on the left that supported the candidate from PSDB this election tells me this is changing quite rapidly. Hopefully that leads to PT having to reinvent itself, and get in touch with the left again.

Achei que você era de esquerda

Várias pessoas que me viram defender o voto em Aécio no segundo turno me disseram alguma variação de “achei que você fosse de esquerda”. E sou. Votei em Eduardo Jorge no primeiro turno, por ter na minha opinião o melhor conjunto de propostas e decidi, assim como ele, que o melhor candidato no segundo turno era Aécio. Se quiser conhecer minhas posições em detalhes, escrevi sobre aqui.

Uma das minhas missões nessa eleição foi tentar desfazer essa visão muito arraigada no discurso político do meu círculo de que o PSDB seria um partido de direita ou, pelo menos, à direita do PT o suficiente para que seja uma decisão óbvia votar no PT. Olhando para a história podemos ver que o PSDB, assim como o PT, tem sua origem na esquerda. Foram inclusive aliados em algumas eleições, antes de o PT se recusar a fazer parte do governo Itamar Franco e escolher o PSDB como adversário em 1994. O PT esteve, sim, à esquerda do PSDB, mas assim como o PSDB, pendeu para a direita em nome da viabilidade e da governabilidade, ocupando o centro, para se tornar situação.

Há várias concepções equivocadas relacionadas ao PSDB e em particular ao governo FHC, que eu venho tentando ajudar a desfazer. Isso porque eu acho que é danoso para a democracia a noção de que o PT estará à esquerda do PSDB independente do que faça. Não importa que Dilma tenha sido bem pior que FHC em demarcações e questões indígenas, em reforma agrária, que esteja sendo vista como mandatária do pior governo da história para o meio ambiente. Por ser do PT está automaticamente perdoada por uma parte da esquerda.

Desfazer essa concepção me parece essencial para que tanto PSDB quanto PT tornem a fazer defesas concretas mais à esquerda: o PT não pende para a esquerda porque não precisa, o PSDB não pende para a esquerda porque não adianta: mesmo quando tem propostas mais progressistas, como foi o caso na questão LGBT esse ano, está previamente condenado a ser “menos confiável” ou qualquer coisa do tipo, mesmo com 4 anos de mandato concretos de retrocessos com Dilma. O mesmo vale para Marina, inclusive, e antes dela para Eduardo Campos, mostrando que não é só o preconceito contra o PSDB o problema, mas a defesa incondicional do PT.

Mesmo o fato de que políticas com foco social foram de fato adotadas por governos do PSDB geralmente não são suficientes para demover essa restrição. Em um texto, por exemplo, demonstrei como o aumento real de salários e investimentos sociais foram também características do governo FHC. Basta olhar o índice de GINI para ver que a queda da desigualdade vem desde o governo FHC, também, embora somente a partir do segundo mandato, depois que o pior tinha passado na estabilização da economia.

Também tentei mostrar como o PROER, que a campanha Dilma comparou injustamente com o Bolsa Família, foi uma reforma legislativa que impediu que a sociedade pagasse pelas estripulias dos banqueiros, fazendo com que eles pagassem com seus próprios bens por rombos de caixa. Há inúmeras críticas a serem feitas a FHC e eu tenho muitas, mas é difícil achar reforma mais focada em defender o interesse público contra os interesses privados dos ricos banqueiros. Há quem diga que quem vota no PSDB é porque não estudou história. Eu acho que quem só vê defeitos no governo FHC e o acusa de ser contra os pobres é que provavelmente precisa se desvencilhar dos argumentos rasos e estudar o que foi a década de 90.

Do outro lado, tentei mostrar que Lula manteve as políticas básicas do segundo mandato FHC criticadas duramente na campanha de Dilma, inclusive com subida de juros para atingir sua ambiciosa (para a época) meta de inflação de 4,5%. Há vários defensores e integrantes dos governos petistas que podem ser lidos a esse respeito, como Palocci e um dos cotados a Ministro da Fazenda para o segundo mandato Dilma, Nelson Barbosa, que escreveu “A inflexão do governo Lula: política econômica, crescimento e distribuição de renda“. Mais importante ainda, tentei mostrar que Dilma não representa continuidade das boas políticas que nos regeram de 2001 a 2010 e que a política de campeões nacionais, iniciada quando Dilma ganhou preponderância no governo Lula, essa sim foi grande geradora de desigualdades e privilégios para os ricos a um custo que ninguém conhece bem.

Não é a toa que eu já previa que o governo Dilma seria ruim e votei nulo no segundo turno em 2010. Junto com a nova matriz econômica, que veio com o novo governo, e os truques contábeis que se aprofundaram de forma significativa, essa política de financiamento barato de grandes empresas levou a um retrocesso enorme. O primeiro governo Dilma já foi capaz até mesmo de aumentar a miséria, que havia prometido erradicar, como mostrou estudo do IPEA cuja publicação foi atrasada para que só acontecesse após as eleiçoes. O governo chegou a mudar o slogan do governo federal para “País rico é país sem pobreza”, mas isso adiantou pouco.

Na economia, Dilma prometeu que faria uma revolução na indústria, aumentando investimentos e acelerando o crescimento. Sua obsessão pela indústria a levou a adotar medidas temerárias desejadas pela FIESP, como a redução exagerada dos juros em 2012, sendo obrigada a aumentá-los depois e ficando como a primeira presidente a entregar taxa de juros e inflação piores do que pegou. A redução na base da canetada das tarifas de energia, que gerou um custo que já chega a 105 bilhões mas ainda pode crescer foi outra medida tomada pela mesma razão. Redução que já foi anulada pelos aumentos desde então. Fez também um controle ferrenho do câmbio, via swaps cambiais feitos constantemente pelo BC. Por fim, entregou um péssimo nível de crescimento, especialmente no último ano de mandato, colocando a culpa numa crise que já não existe, visto que o mundo já se recupera.

Foram concedidas desonerações para setores específicos escolhidos a dedo, sem critério claro, que ajudaram a levar ao primeiro déficit fiscal da série histórica. O nível de investimento fez foi cair para 16,5%. A falta de continuidade no sucesso das políticas, tanto econômicas quanto sociais, fica clara na tática de sempre falar durante a campanha dos governos Lula e Dilma juntos, para esconder a piora trazida pelos quatro anos de Dilma. Nada do que fez deu certo e nem sou só eu que estou falando, até alguns petistas importante reconhecem quando não estão em campanha.

Alguns amigos chegaram a me dizer que era muito irônico eu que votei no PT e trabalhei em um dos famosos cargos de confiança no governo Lula estar me comportando como anti-petista. Não entendo que motivos dei para acreditarem que sou anti alguma coisa. Não sou anti-petista, voto e votarei no PT sempre que achar que é a melhor opção. Votei pela primeira vez em 2002 e foi no PT, o PT que tinha se aproximado da posição do PSDB e aceitado deixar de lado a agenda econômica que o PSOL ainda defende, o PT que acabou abraçando os programas iniciados na era FHC e levando-os a novos patamares. Além disso, gosto de muitos petistas, queria até importar o Haddad pra ser prefeito de BH. Haddad que vem sendo atrapalhado pelas políticas pró-carro da Dilma, diga-se de passagem.

Mas também não sou anti-psdbista, como deve ficar óbvio. Não tenho nenhuma dívida com o PT e me recuso a apoiar governos que eu considero retrocessos, seja de que partido for. Acompanho de perto o governo federal há mais de uma década e li tudo que pude sobre a história dos anos 90, que como criança e adolescente vivi com todas as suas esperanças e decepções, com todos os seus baques e sucessos, junto com minha irmã, como filhos de mãe viúva professora do estado. Minha consciência e meu conhecimento me deram bem claro o caminho, desde cedo: Eduardo Jorge representou o que houve de melhor em termos de propostas, no todo, e foi com ele que fui de mãos dadas ao primeiro turno, mas entre Marina ou Aécio e Dilma, não tive a menor dúvida sobre que caminho seguir.

A campanha só fez aumentar essa percepção. Muitos amigos meus votaram Dilma com ótimos motivos e comportamento republicano e democrático. No entanto, nunca vi a sujeira e a mentira tão presentes em uma campanha oficial petista. Foi algo comparável a Serra em 2010, com seu uso covarde da questão do aborto. A campanha de demonização de Marina, acusando-a de querer criar um quarto Poder da República a ser entregue aos bancos para tirar comida das mesas dos brasileiros, criando interpretações distorcidas das propostas da candidata, vai precisar de muito esforço para ser superada.

A constante chantagem de que os adversários acabariam com programas sociais, a retórica mentirosa de que inflação baixa significaria 15% de desemprego, baseada numa interpretação superada e distorcida da curva de Phillips, quando o próprio governo Lula serve de exemplo para desprovar tamanho disparate. Tudo isso só serve para criar tabus em tornos de temas que não merecem ser tabus, como foi feito com o próprio conceito de privatização.

Não quero com isso dizer que as campanhas de Marina e Aécio foram límpidas, não foram. Houve muita retórica, muito exagero, muita mentira. Mas nada há nas campanhas oficiais de ambos que se comparasse à cara de pau da campanha oficial petista.

Para além das campanhas oficiais, aí sim, a revista Veja, que é anti-petista desde há muito, cometeu novos recordes de baixeza, especialmente com o vazamento de uma suposta acusação pessoal a Lula e Dilma, vinda da delação do doleiro Youssef, adiantando a distribuição da revista para que chegasse a mão de eleitores com maior antecedência. Em termos de mídias, a Veja é hors concours em ter feito a mais baixa campanha contra o PT, como de costume.

No entanto, os inúmeros blogs e sites pseudo-jornalísticos chapa-branca mantidos com patrocínio de estatais, como os de Paulo Henrique Amorim, Brasil 247, Plantão Brasil, Pragmatismo Político, não pouparam esforços para inventar mentiras e distorcer dados. Divulgaram por meses a fio como se fosse atual uma ação no TJ MG sobre um suposto desvio de 4,3 bilhões da saúde em Minas. Ação que já estava arquivada por questões técnicas – a procuradora que a moveu não tinha competência para movê-la. O próprio TCE fez com o governo Anastasia, sucessor de Aécio, um termo de ajustamento de conduta e dizia claramente que a padronização do que poderia ser considerado saúde só veio a existir em 2011, com a regulamentação da emenda 29, o que foi consistentemente ignorado pelo pseudo jornalismo desses sites.

Do lado da Marina, os chapa-branca trabalharam fortemente em contribuir com a campanha oficial para pintar Marina como a candidata dos banqueiros, criando uma imagem distorcida de Neca Setúbal, reconhecida educadora que contribuiu inclusive para o programa de governo do petista Haddad em São Paulo. Diziam que por ser dona de uma fatia do Itaú só podia ser banqueira interessada exclusivamente no lucro. E por ter doado como pessoa física para a criação de um instituto de defesa do meio ambiente por Marina Silva, tinha comprado seu lugar no governo.

No limite da falta de noção, criaram um suposto economista alemão chamado Kurt Neueur que não entendia como Dilma estava com chances de perder. Verificou-se que se tratava de um comentário em um site de notícias alemão, de uma conta criada dias antes. Quando os absurdos ataques a nordestinos começaram, descobriu-se que perfis fake usados para engrossar likes de páginas petistas foram usados para criar posts falsos, que podiam ser explorados pela campanha. E o mais triste foi saber que tenho muitos amigos que acham que tudo isso “é do jogo”…

Depois de ter dito tudo isso, você talvez tenha estranhado eu não ter falado de corrupção. Concordo com uma amiga minha que votou Dilma: corrupção é questão estrutural, endêmica. Por mais que o PT tenha feito algo absurdo no governo, não sou ingênuo de achar que um governo Marina ou Aécio teriam menos corrupção. É certo que não acredito, como alguns, que Dirceu e Genoíno são heróis da nação, mas basta olhar para o fato de que o mensalão começou em Minas, numa campanha do PSDB para ver que a coisa é sistêmica. Não duvido que se investigarem a fundo vão achar PSDB no Petrolão também, como acharam PT e PSB.

Cabe ressaltar aqui que não acredito que seja o PSDB que tem que responder por quê o mensalão do PSDB não foi julgado até hoje: ele foi descoberto no governo Lula, em razão das investigações do mensalão do PT. O processo foi desmembrado por decisão do STF, majoritariamente indicado por governos do PT. A parte do STF estava pronta para ser julgada logo após o mensalão do PT e foi o mesmo STF majoritariamente indicado por governos do PT que decidiu remeter à primeira instância dado que não havia mais foro privilegiado com a renúncia do Azeredo.

Isso não isenta o PSDB dos casos de corrupção, tanto do mensalão quanto do caso do metrô em SP, mas é óbvio que quem tem que responder é o STF. Como deve ficar claro, não falo de corrupção porque não existe decidir quem é pior nesse caso. Além disso, acredito que a escolha de um projeto político tem um impacto muito maior no que o país será no futuro do que um caso de corrupção, mesmo que seja grande. Compare os 10 bilhões descobertos até agora no petrolão aos 105 bilhões de rombo já apurado no setor de energia, por exemplo.

Enfim, estou super aliviado com o fim da eleição. Se engana quem acha que eu estou triste! Muito menos quero sair do país: trabalho para uma empresa de fora que tem programa de relocação, poderia fazê-lo se quisesse. Mas me recuso a deixar o país, quero é ficar aqui para ajudar a melhorar, dizia isso para minha mãe desde criança. Defendi o projeto que eu acredito que teria sido o mais capaz de colocar o país de volta no caminho do crescimento, da justiça social, da erradicação da miséria. Vi que com essa campanha Aécio conseguiu dar um passo importante para nossa sociedade, de começar um desagravo do ex-presidente FHC e de recolocar o PSDB como um partido com projeto crível para o país, o que nos dá alternativas. Fico também feliz de

Por outro lado, fico muito mais tranquilo sabendo que quem vai ter que descascar os abacaxis plantados nesses quatro anos de governo, com a nova matriz econômica, a política de campeãs nacionais, as desonerações no varejo e a desestabilização da área energética será a própria presidenta que os plantou. Não vou deixar de debater, de apoiar o que achar bom e de criticar o que achar errado. Espero que possamos fazer isso de forma civilizada e com o alto nível que presenciei nos debates com amigos e não com a sujeira das campanhas, imprensa panfletária e sites chapa-branca.

Não vamos desistir do Brasil!